(Este texto tem algum atraso pois já foi escrito há umas semanas. Achei contudo que o deveria postar)
É engraçado constatarmos que, de forma geral, a Esquerda segue um fio de pensamento em relação a certos e determinados assuntos e a Direita outro, de modo a que os cidadãos que seguem cada uma das vertentes pensa exactamente desse modo, sem que tenham sequer discutido as ideias ou temas. Está-lhes implícito.
Parece que uma pessoa “escolhe” a sua posição política e depois, ao longo da vida, quando confrontados têm os mesmos comportamentos, as mesmas reacções. O mais engraçado é que ambos pensam estarem certos.
Tudo isto por causa da questão do Médio Oriente.
Numa das secções do Expresso temos de um lado um homem de Esquerda e do outro, um de Direita.
O camarada Daniel Oliveira afirma que Israel está a fazer o Líbano andar 20 anos para trás, matando civis e destruindo infra-estruturas fundamentais. Está a obrigar o Líbano a proteger um estado que o ocupou e destruiu, atacando o Hiezbollah, recomeçando uma guerra civil de 15 anos. Diz também que Israel está a entregar os árabes aos fanáticos pois até já entregou o menos fanático povo árabe ao Hamas.
A personagem de Direita acha, por sua vez, que Israel só tinha dois caminhos. Comer e calar ou comer e não calar. A 1º hipótese é de agrado dos pacifistas que define-os como aqueles que vêem a irmã a ser violentada e vão lá pedir para que não berre tão alto. Diz também que o melhor que pode acontecer é Israel continuar os ataques até ao fim, fazendo o menor número de mortes civis, e destruir o pequeno estado dentro do Líbano. O pior é deixar o trabalho a meio. O que está em causa é uma luta entre a civilização e a selva. Conclui dizendo que “só os macaquinhos apreciam a selva”.
Enfim, posto isto, sou a concluir, infelizmente, devido ao facto de ser um ser pacifista, um valente contra censo: É que às vezes apetecia-me ir buscar uns misseizitos e enfiá-los pelo cu acima de pessoas que afirmam certas e determinadas alarvidades.
Tenho pena que muita gente se reveja no que este último Sr. diz.













