quinta-feira, abril 13, 2006

O meu sábado à noite

Este sábado foi marcado por uma situação bastante caricata. Tinha um sinal preto que, como mandam as leis deve ser removido pois pode ser perigoso. Fui de manhã ao médico e esperei até ele dizer que quando lhe desse mais jeito telefonava à minha namorada (ele é o dono da clínica onde ela tem um posto de enfermagem) para eu ir tirar o dito cujo.

Até aqui tudo normal, não fosse ele ter enviado uma sms para que lá aparecêssemos uma hora depois da tal sms ter chegado, ou seja, por volta das, espantem-se, 23h15 desse mesmo sábado. Eh pah, o médico não deve é bater muito bem pensei cá para mim.

Chegando lá, deito-me na marquesa, levo a anestesia e começa a operação. Ele e a minha fofa na conversa numa boa e eu ali fodido a ser cortado duma ponta à outra. O gajo escarafunchava e eu termia como ó caralho. Ele fazia cada manobra e ia falando. Ah e tal eu tenho uma estufa e não sei o quê… e tenho isto e aquilo… e tinha também perus! O peru, dizia ele, é um bicho muito caricato. Eu antigamente apanhava umas fardas valentes e depois vinha para aqui falar com eles. E eles eram bastante compreensivos. Nunca me contrariaram nem nada.

E eu… ali desorientado a ser cortado… e a tremer e tenso como tudo. Pouco depois começa ele a dar pontos. Que cena que é saber que está ali um agulhão a furar-me as costas. E eu à procura do dedito da minha fofa que estava ali ao pé de mim… agarrei nele e ela teve de ir limpar a “frida” e lá fiquei outra vez eu sozinho.

Finda a operação, eu a sair da marquesa quase que caía de nervos… o médico passado um bocado até me perguntou se eu não queria sentar-me um bocado pois estava muito pálido. É que parece que não mas foram três pontos que eu levei :)

Bem, tinha ido lá com a minha fofa e a minha irmãzinha porque a seguir íamos todos curtir e… lá mandei tudo para casa dado o meu estado lastimável.

Sabem como é: macho que é macho quer é ver os médicos mais as agulhas ao longe!

quarta-feira, abril 12, 2006

Semana atribulada

Esta última semana foi algo atribulada a nível de situações presenciadas pela minha pessoa.

Um destes casos passou-se em Ermesinde. Problemas de trânsito, uma gaja parva mete-se onde não deve, outra depois do semáforo abrir arranca feita louca e TAU vai à traseira do gajo da frente. Sai do carro para ver os danos e ao entrar chama Puta à parva. A parva agora puta não gostou, sai também do veículo mas já não chega a tempo de agarrar na malcriada. A malcriada trancada no carro vê a puta aos murros na sua janela e a dizer: “Olha-me a malcriadona. Bate no homem e chama-me puta a mim”.

Depois da malcriada fazer o telefonema para a polícia, e de terem todos encostado o carro no passeio vieram para a rua, as gajas, fodidas da cabeça embrulham-se nos cabelos uma da outra, e o gajo que não tinha culpa nenhuma é que tava agora fodido da cabeça pela situação e também, claro está, com o carro fodido.

Eu no outro lado da rua, evidentemente, presenciava tudo alegremente e com o telemóvel na mão, quase em situação de ataque para a verdadeira fotografia para futuro deleite. Não o fiz pois os velhos senis certamente, diziam que aquilo não tinha jeito nenhum e foram todos separar os intervenientes, acabando assim com o espectáculo. Mas prontos… também pelo que paguei… :)

Este foi um dos casos da semana. O outro é mais sério e com final bastante trágico.

Fui ao Porto e chegando ao meu destino deparei com viaturas do INEM. O que é que se tinha passado? Um velho de 80 e tal anos andava desconfiado que a esposa da mesma idade o traía com outro velho. O marido resolveu por cobro à situação, esfaqueando a mulher. Chamaram então os bombeiros e a senhora foi levada para o hospital. O velho ficou em casa (sim… ninguém o levou preso) e começou a achar que alguém iria fazer queixa dele. Foi então em direcção à janela, subiu e quando se ia atirar cá abaixo, da altura do 2º andar, começaram todos aos berros.
O neto e o fotógrafo com o qual eu ia ter vieram para o passeio para impedir o suicídio. O velho fez orelhas moucas e atirou-se na mesma. O neto ainda tentou amparar a queda. Resultado, partiu uma perna. E o meu fotógrafo perguntam vocês. Bem, ele como homem de coragem, quando viu que o gajo se ia atirar, fugiu imediatamente para dentro do estúdio caso contrário, segundo ele, ainda levava era com o gajo em cima e quem morria era ele :)

Enfim, um verdadeiro macho! :)

quinta-feira, abril 06, 2006

Músicol

Ando com umas saudades de ver uns concertos. Gostava de voltar a ver Peste & Sida, de me estrear num dos System of a Down, rever pela décima vez Jorge Palma e principalmente Luís Portugal dos já extintos Já Fumega que tem uma das melhores vozes portuguesas.

E vocês? Há alguma coisa que estejam interessados? Está previsto alguma coisa de jeito?

Galp Energia

Vamos com tudo, meter o pé chutar primeiro
que o último a chegar é paneleiro

Venha a Alemanha, o Brasil ou a Argentina
com cabelos de menina e cara de lobo mau
se calham a apanhar-nos pela frente e viram as costas à gente… TAU!

O que é isto perguntam vocês. É a música da Galp Energia de apoio à selecção nancional para o Mundial de 2006.
Os responsáveis já tiveram que vir pedir desculpas a uma associação Gay portuguesa e tiveram que mudar a letra. Em vez de paneleiro agora fica calaceiro. Enfim...

sexta-feira, março 31, 2006

Imigrantes ilegais

Há cada coisa...

Portugueses ilegais no Canadá e que vivem lá há mais de 10 anos, com filhos nascidos lá e tudo. E todos a terem que vir para o nosso Portugal. A maioria até parece que é dos Açores e que não cabem lá todos. Aquilo ainda vai afundar com tanto peso.

A minha questão tem a ver com aquele partideco fascista denominado CDS-PP que tanto acusa os ucranianos e companhia e que quer fechar as fronteiras. E esta hein? Não é que fomos a ver e também existem imigrantes ilegais de origem portuguesa. E agora? Será que o Canadá está a agir bem? Mas... então eles não são portugueses? Tão boas pessoas.

Não tenho ouvido nada por falta de oportunidade mas gostava de saber o que as gentes de direita têm a dizer sobre isto!

terça-feira, março 28, 2006

Mais uma noite na noite...

Este Sábado, ao fim de largos tempo sem ir sair, resolvi ir a qualquer lado. A noite teve como ponto de partida o sempre agradável Torres onde bebi uma abadia. Quando olhei para o lado, o café tinha-se rendido todo a essa bebida. Ninguém bebia já da tradicional. Ao fim de meia dúzia de tragos... afastei o copo e a minha namorada lá se orientou com a minha, isto depois de se ter orientado com a dela :)

Fomos então até à Ribeira ver como estava um bar onde ela passou anos e anos. Estava uma miséria. Nem se quer entramos. Aliás, toda a Ribeira estava deserta. Só não espreitamos como se encontrava a zona do cubo mas também não devia estar muito melhor.

Posto isto, fomos até à nossa segunda hipótese. O Estado Novo que, como é óbvio, não tem nada a ver.

Chegamos lá e dei logo de caras com o segurança, ainda por cima meu conhecido. A música não era má. Tendo em conta que não deu pastilha, já não me podia queixar muito.

Mas aquilo tinha um mal muito mau. Era muita ganapada. A média de idades devia ser os 16 anos. Enfim, uma miséria. Nem gajas boas havia.

A única coisa engraçada que por lá se passou... ok... eu confesso, aquilo até foi agradável. Pena não poder beber porque estava de carro. A páginas tantas, um português, virou-se em inglês para um chinoca que lá estava e disse-lhe:

Here, if you have a nice car, you can bang all the girls...

Enfim... depois nós os machos é que somos porcos.

P.S. Já que aqui neste blog nunca se falou de noite, a não ser do botelhão, deixo aqui o desafio de cada um deixar aqui um comentário ao sitio onde costuma ou gosta de ir e o que lá se passa.

quinta-feira, março 23, 2006

Condómino comidinho!

Como já leram aqui há algum tempo, mudei recentemente de casa. Em primeiro lugar, devo referir que já me suou aos ouvidos que o centro de Ermesinde foi ligeiramente deslocado na tentativa de me acompanhar. Ainda não se nota a diferença mas lá chegaremos.

Bem, o que me trás aqui é o novo prédio onde estou. Recebi recentemente uma carta em casa sobre o condomínio, carta esta que era, diga-se de passagem, qualquer coisa de fenomenal.

Pelos vistos a mensalidade do condomínio aumentou e nada se tem feito. A carta eram perguntas que um inquilino fazia aos vários moradores e rezava qualquer coisa deste género:

Se as coisas não se resolvem, porquê aumentar o valor? Será para os produtos de limpeza? De certeza que não. As teias continuam no mesmo sítio, o pó nos lugares de sempre.

Na manutenção? As lâmpadas continuam fundidas.

Resumindo, todos os assuntos continuam iguais.

Ainda dizem que o governo é um bando de gatunos. Os gatunos estão é aqui e ninguém se queixa.

Quando vim para aqui morar disseram que isto era um condomínio privado. Isto é mas é um bairro de lata. Está na altura de se fazer uma revolução. Não é dos cravos mas sim dos baldes, contra os baldas.

Não sei quem escreveu isto mas está todo comidinho…

P.S. O que vale é que a minha estadia é provisória, a casa está arrendada e não pago condomínio.

terça-feira, março 21, 2006

O Botelhão

Para quem não sabe o que é um botelhão, passo a explicar. Um botelhão, típico de Espanha, e consiste em comprar garrafas de bebidas, alcoólicas de preferência :) e, juntamente com alguns amigos reúnem-se todos num qualquer espaço de uma rua ou jardim, praça, etc, e bebem como se não houvesse amanhã. Poupam dinheiro e fazem a festa à maneira deles. Ou seja, não fosse agora o frio e era uma actividade genial, actividade esta que eu já propus à minha gente a muito tempo e relembro aqui que estamos em dívida.

Qual é o propósito deste post perguntam vocês. É muito simples. A polícia espanhola quer/vai proibir esta actividade já não me lembro muito bem porque.

Qual é o bom desta noticia? É que em sinal de protesto, os nuestros hermanos estão a convocar uma megabebedeira para um destes dias (espero que não tenha já sido o dia dela)

Faço portanto aqui um apelo para que sejamos solidários com eles. Aponto para a mesma data e tudo.

Caso já tenha passado a data ou se estiver a chover, fica desde já marcada para um próximo sábado quente e seco… na atmosfera mas não nas gargantas.

A data da megabebedeira agradecia que alguém com mais tempo que eu a procurasse.

Os locais possíveis são, todos eles em Ermesinde: Jardim da Igreja em frente à porta lateral, Cruzeiro em frente à porta principal da Igreja, Espaço em frente à “seita” católica que anda a ajudar os leprosos perto da Igreja, em frente às galerias Peixoto ou perto da Vila Beatriz, num cruzamento que por lá há.

Fico à espera de feedback! Espero que haja algum :)

quinta-feira, março 16, 2006

A Tia Laura

Fui esta semana a casa de uma tia minha. A tia Laura. Ela era irmã do meu avô. Tem "só" 95 anos. Está numa forma magnífica. Faz tudo no dia a dia. Cozinha, passa a ferro, lava, anda a pé, etc. Os dias dela são passados em frente à TV. Está bastante lúcida, fala de tudo. Até da gripe das aves:) Fiquei fascinado. nunca tinha estado em frente a uma pessoa tão idosa. E mais lúcida do que muitos de 70 anos.

Tem, como todos os que chegam a estas idades algumas particularidades. A sua alimentação!

De manhã acorda às 9h menos qualquer coisa. Toma uma chavena de café com leite e um pão. Às 12h30 são as horas do almoço. Come o prato normal, com a sopa e 2 pães que mistura parte na sopa. Por volta das 20h come uma sopa a fazer de jantar. Às 23h vai para a cama. Nos intervalos destas alimentações não come rigorosamente nada. Como é que é possível?

Haja saúde!

segunda-feira, março 06, 2006

Livro

Fui ao hipermercado Continente e vi lá um livro que tinha um título genial, mas do qual não me recordo. :)

Ok, recordo-me mais ou menos. A capa tinha a imagem da última ceia e por cima estava então o título que era algo do género: "Então não servem as costeletas?"

Perguntaram ao autor o porquê daquele título. Ele respondeu que foi o único em que podia ofender tanto os cristãos, como os judeus e os muçulmanos.

Eu pergunto, então os pretos, os ciganos e os panascas são assim postos de parte? Já não há respeito? Isto assim não pode ser!

Homem casa com cabra

Depois de lerem este título, muitos devem estar a pensar: "Ok, e qual o espanto? Também eu casei com uma e não vim no jornal" Acontece que neste caso, um gajo casou mesmo com uma cabra, das de quatro patas.

Ao que parece foi apanhado a dar uma queca no animal então, o dono levou a questão ao concelho de anciãos. Foi decretado então que ele tinha que casar com a bicha e a pagar um dote de 100 euros visto que "tinha usado a cabra como uma esposa".

Segundo a fonte, ao que parece, ele e a cabra ainda estão juntos!

Se a moda pega... ainda vão haver muitas cabras de duas patas a ficar para tias...

quinta-feira, março 02, 2006

Mudar de casa II

Vocês não devem imaginar o que é mudar de casa nas condições em que eu mudei. E que condições foram essas? É muito simples. Mudei os móveis todos num só dia. Para quem conhecia a minha casa sabe que eram realmente muitos. Metade teve que vir pelas escadas. E para quem morava num 5º andar não foi tarefa fácil. Camas, armários da sala, da entrada, do corredor, dos quartos, frigoríficos, máquinas, sofás. E não era um armário em cada divisão mas sim vários. O maior problema disto tudo é que mudamos para uma casa mais pequena, visto que é de cariz provisório. É só até a casa que os meus pais estão a construir fique pronta. É certo que ainda demora seguramente um ano mas também tendo em conta que a meio deste ano vou casar e fazer as malas, serve perfeitamente. O problema é que, colocar tudo o que estava na outra nesta nova era tarefa impossível. Lá andamos então a meter metade dos móveis numa garagem do meu tio, outros tantos na casa duma senhora a quem lhe oferecemos e por fim os restantes foram para o novo apartamento. Acontece que o novo é mais pequeno em tudo, até nos elevadores pelo que teve que ir quase tudo pelas escadas. Desta vez a subir. Foi obra.

Está tudo uma autêntica desarrumação. Ficaram caixas em frente aos elevadores 2 dias. A minha casa está uma autêntica barafunda. A dispensa uma desgraça, o quartinho que lá tem cheio de coisas por montar, o meu quarto vai ser uma junção do meu com o da minha irmã e está parece um barraco dos ciganos. Nem sei quantos dias vou levar a arrumar aquilo.

Tive que deitar carradas de coisas fora. Todos os livros escolares que tinha guardado religiosamente desde a primária, assim como os livros desde o 5º ano. Ficaram só 2 ou 3 da primária para recordação.

Já me esquecia, no Sábado vi uma coisa que me deixou maravilhado, uma senhora velhinha foi ver o que andávamos a deitar fora. Foi aos sacos do lixo e começou a remexer. Pegou no que lhe interessava. Uma das coisas que seleccionou foi um boneco de madeira que fui eu quem o fez, em trabalhos manuais no 6º ano.

De resto, as mudanças duraram desde as 9h até às 23h. Escusado será dizer que a essa hora, montar as camas foi complicado pois já não haviam forças. Agora dói-me tudo. Costas, braços, pernas, mãos, pés, etc…

Agradeço a ajuda dos meus amigos pelos serviços prestados, quer em força bruta ou em meios.

A minha namorada foi uma fofa. Ajudou-me imenso e não parou um minuto. Ela é LINDA!

Em relação aos meus amigos que me ajudaram, ao fim de pedir a um gajo que cá costuma vir que me levasse duas gavetas e uma almofada tive de o levar a casa pois ele estava branco, cheio de dores e com muita vontade de beber água. As leitoras do blog dele que andam na secundária de Ermesinde chamam-lhe Margi, devido ao blog dele. Acho mal. Tal a força que ele evidenciou neste Sábado deviam eram chamá-lo Margizinho ou algo do género. Ele estava que nem podia. O que fazem 2,5 kg de peso…

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

Mudar de casa

Ao fim de quase 20 anos a morar na mesma casa eis que mudo de casa. Sempre fui uma pessoa de me apegar muito às coisas que se cruzam na minha vida. Todas fazem parte de mim, das minhas memórias, daquilo que eu sou. Fico sempre algo triste quando me tenho de desfazer delas. Em relação à casa constatei sentimentos diferentes do que o que estava à espera. Surpreendeu-me o que, diga-se passagem, não é normal. Isto porquê? Porque descobri que, ao contrário do que eu pensava, o que faz a casa não são as paredes e o espaço, mas sim o recheio dela, quer a nível de pessoas quer de objectos pessoais e não só. É que, a última vez que fui ao meu antigo apartamento ele já estava todo vazio e à medida que ia entrando nele, aquilo ia-me parecendo cada vez menos meu. Já não me pertencia. Nem fiquei triste nem contente. Simplesmente algo indiferente ao facto de o deixar. Estive sempre consciente que a minha casa estava noutro lado. Precisamente onde estão as minhas coisas. Os meus livros, os meus cd's, o meu pc, as minhas fotografias. As minhas memórias estão em mim, os meus objectos estão na minha casa nova... nesta casa antiga só está o vazio e as paredes. Nada disso é meu. Nunca foi.

Ora, nas minhas memórias, 20 anos de memórias, estão muitas coisas. A infância lá passada, a adolescência, a fase já de adulto, os balões que se atiravam cheios de água para a rua, os dias de estudo, os dias de computador, os dias em que tinha um quarto livre para fazer nele o que queria, as festas que lá se fizeram, as conversas que lá se tiveram. Enfim. Uma vida que levo comigo.

Levamos todos. Nada fica lá para que os novos donos possam escrever as suas novas histórias sem interferências nossas.

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Tá decidido!

A minha falta de tempo continua a manifestar-se. Agora ainda mais por causa da entrega dos convites de casamento. Tenho de ir a todo lado. A única boa nova é que o curso da CISCO está a acabar e, sendo assim, sempre vou ter os dias da semna livres, assim como o Sábado o dia todo. O grande problema é que, devido à tal falta de tempo estou tão atrasado que vou ter de continuar a estudar muito para além do final do curso.

Posto isto, tomei uma decisão para minimizar a minha falta de tempo.

Dormir o que durmo vou ter de continuar. Agora, para piorar as coisas só saiu às 18h30 logo, o final da tarde também já foi à vida. Vá lá que tenho 1h30 para almoçar e actualmente tenho vindo almoçar com a Márcia e fico a coçá-los durante meia horinha deitadinho. A barba também tenho de a fazer todos os dias, sem poder falhar. Comer também não posso evitar. Para cumulo fui basicamente obrigado a comprar uma escova de dentes eléctrica mas que, aconselham a usar durante 2 minutos. Devem pensar que não tenho mais nada para fazer. Não via grande hipóteses de poupar tempo até que se me fez luz. Já sei onde vou poupar. Vou deixar de tomar banho. A partir de agora não tomo mais. E como a seguir a cagar lavava sempre o cu, vou também evitar defecar. O que me traria a outra vantagem que consistia em ganhar tempo também nas idas à casa de banho.

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Outro teste

Mais um teste para ver onde um gajo se situa na politica:

http://www.moral-politics.com/

Este foi o meu resultado:

quinta-feira, janeiro 19, 2006

A minha situação "geográfica" - politicamente




LIBERAL

Segundo o site: World's Smallest Political Quiz o teste que fiz, a minha situação "geográfica" na política é a que a imagem atesta. É certo que, como o teste é em inglês, nem tudo era perceptível :(

LIBERALS usually embrace freedom of choice in personalmatters, but tend to support significant government control of theeconomy. They generally support a government-funded "safety net"to help the disadvantaged, and advocate strict regulationof business. Liberals tend to favor environmental regulations,defend civil liberties and free expression, support government actionto promote equality, and tolerate diverse lifestyles.

O Sr. Antunes

Existe aqui um funcionário um tanto ao quanto caricato, para não dizer outra coisa.

Esta personagem tem bastantes particularidades, entre as quais o facto de falar extremamente alto, seja qual for o seu estado de espírito. A sua característica mais vincada consiste na quantidade de asneiras que diz da boca para fora. Asneiras estas que não são só na base de palavrões, se bem que eu ao pé dele sou um menino do coro, mas também na miséria dos seus pensamentos.

Esta figura anda sempre com uns óculos de ver ao perto na ponta do nariz, o que faz com que ande sempre com a cabeça para baixo a espreitar por cima das lunetas tipo desconfiado.

Passando à frente a questão de ele andar sempre a insultar as trabalhadoras da linha e ter como uma das suas funções fiscalizar o que se passa, o que, tendo em conta os óculos no nariz fica mostra-nos uma imagem linda.

Bem, o que se passou hoje tem a ver com politiquices. Este senhor é um acérrimo defensor da direita e um anti-comunista, mas, acima de tudo… anti-soarista.

As presidenciais eram o mote.

Lá estava o nosso amigo: F*da-se e tal, não me digam que o Cavaco não ganha à primeira! Esse Filho da P*ta do Soares é que devia era ficar em último. Dizia isto sempre aos berros e a esbracejar. E perguntava a todos, mas individualmente:

- E você? Acha que o Cavaco ganha à primeira volta? O quê? Acha que não? Ó pah, desde que não seja o bochechas... E você o que é que acha? O quê? Também não acha que ele ganha à primeira? Ó que car*lho! Assim começo a ficar preocupado! Filhos da P*ta.

Eu disse-lhe logo que ia a segunda volta, mas com o Jerónimo :) A ele, o que lhe interessa é que o Soares não vá a lado nenhum. E isto porquê? Porque o Mário Soares fugiu para França aquando da guerra do Ultramar. Isto enquanto o nosso amigo tresloucado andava na Guiné, segundo ele, a bater com os tomates.

Pela fúria dele, presumo que não os batesse em coisa mole.

Terminou a nossa conversa (sim, já só restava eu e outro) com pena de o outro ex-veterano em Barcelos não lhe ter acertado mesmo na testa, como devia ser… e claro está, com um ferro.

sexta-feira, janeiro 13, 2006

Uma barreira na estrada

Na sexta-feira, ia eu às 4 horas da madrugada para casa, no meu automóvel, quando, a 30 metros de casa, para quem conhece a zona isto passou-se à porta da Damira (não, a Damira não é nenhuma badalhoca, é tão somente um pão-quente), continuando, sai uma manada de cães (sim, manada, porque o mais feroz mais parecia uma vaca, a avaliar pelo tamanho) em direcção ao meu carro. Pareciam que estavam mesmo à esperinha que eu chegasse. Saíram de trás de um carro, ferozes como tudo, com um olhar completamente tresloucado, aqueles dentes raivosos e impregnados de baba a escorrer pelas beiças. Via-os como num filem de cinema, quando passam aquelas cenas em câmara lenta, a abanarem-se todos… Trum Trum Trum…. Eu, que estava meio ensonado ainda nem tinha percebido bem o que estava a acontecer. Oito. Eram oito. Oito cães disparados e eu era o alvo. Fizeram-me uma barreira. Consegui contorná-los, tendo para isso que ir em contra mão durante umas boas dezenas de metros. O carro a altas rotações, sempre contra à mão, atento aos carros estacionados para que nada de grave ocorresse e com um olho na manada, principalmente o cão que se parecia com uma vaca. Valentes cabrões. Tive que ir desde a Damira até à porta principal da igreja, sempre a fugir daqueles bichos nojentos. Foram 100 longos metros. Dei a volta pelo parque urbano. Ai se eu tivesse uma caçadeira. Haviam de correr era à frente dos chumbos. Cambada de cães da merda. Aproximei-me novamente do local onde me tinham feito a emboscada. Parei. Olhei. Não vi cães. Estacionei o carro. Peguei no guarda-chuva como arma. Ai de algum que viesse. Cravava-lhes as varetas todas naqueles focinhos. Eu que soubesse o número da famosa rede. Lembram-se da rede? Aqueles gajos que vinham numa carrinha e que levavam aqueles seres para o canil.

Gosto muito de cães, excepto aqueles que me atacam.

E cães vadios em alcateia… então esses é que eu detesto.

Lá fui para casa, sem companhia canina.

O que vale é que antes de entrar vi uma carrinha municipal com aspecto de quem andava a patrulhar aquela zona. Espero que tenham visto aquela alcateia.

P.S. Por causa desta merda que estou aqui a escrever, o mais certo é nos próximos dias ser ferrado violentamente por um deles. Nem que seja pelo cão da minha namorada, ou pelos 7 que vivem no pátio dela.

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Há coisas que me surpreendem!

Nos primeiros dias do ano, um hábito por mim desconhecido, apoderou-se de todos os trabalhadores da empresa. Um hábito bom e saudável. Por toda a gente que passava, era desejado Bom Ano. Cruzava-me e elas retorquiam sempre Bom Ano. Atendia telefonemas, dos funcionários de cargos mais simples e lá vinha um Bom Ano. Se fosse dum director, passava-se o mesmo. A primeira coisa que ouvíamos era sempre o belo Bom Ano. Inclusive havia quem, e não eram poucos, se dirigia de propósito aos vários departamentos para desejar a todos um Bom Ano.

Foi até bonito o gesto de todos. Ainda há pessoas de bem! O ambiente é sem dúvida bom.